CONEXÃO DA VIRADA

CONEXÃO DA VIRADA
2012 nas mãos de Deus!

4 de outubro de 2010

Momentos do nosso 1º CONGRESSO



PRÓXIMO SÁBADO!

O TEMA SERÁ: "COMO SABER QUAL A VONTADE DE DEUS?"

2 de outubro de 2010

HOJE, 2/10, O CONEXÃO NÃO FUNCIONARÁ NO FORMATO JOVEM, MAS TEREMOS UM CULTO DE CELEBRAÇÃO PELOS 10 ANOS DO PRESBITÉRIO.

10 de setembro de 2010

11/09:
"A internet e a superficialização dos jovens"

8 de agosto de 2010

Estamos todos conectados.

Você que ainda não conhece o Conexão, venha se reunir com a gente todo sábado às 19:30 na Rua Platão Boechat, 409 na Cidade Nova. Dê sugestões de temas para as palestras, em quais músicas iremos tocar ou qualquer ideia para melhorármos o Conexão. Não deixe de ir!

12 de julho de 2010

Para pensar...


OS CRISTÃOS E O HOMOSSEXUALISMO



Introdução

A relevância do tema se deve ao fato de que hoje temos:

Novelas retratando explicitamente a vida de casais homossexuais;
Países que já aprovaram o casamento homossexual;
Psicólogos cristãos com seus CRPs cassados por tentarem ajudar homossexuais a converterem sua orientação sexual.
Igrejas ditas evangélicas que ordenam pastores e oficiais homossexuais;
Movimentos homossexuais tentando impedir, através do poder público, a liberdade de expressão contrária à prática do homossexualismo, seja religiosa ou não.

Assista ao vídeo, parte de uma série veiculada pelo canal GNT:

http://www.youtube.com/watch?v=loedrErNnQU

O vídeo retrata o desequilíbrio da igreja pós-moderna para os dois lados: há tanto uma parcela que diz que Deus odeia os gays quanto uma outra que força a interpretação das Escrituras para dizer que Deus é a favor da prática homossexual, assim, a culpa que leva muitos gays ao suicídio é incutida neles pela igreja, a grande vilã, afinal.

Esse é um dos temas mais polêmicos dos últimos anos, não porque seja novo, mas porque hoje sociedades tradicionalmente cristãs estão mudando radicalmente sua forma de enxergar e de lidar com o homossexualismo.

No Brasil, a igreja tem enfrentado retaliações, como o PL122/06 (Projeto de Lei 122 de 2006, que tramita na câmara), que diz:

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação
sexual e identidade de gênero.”

“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta:
Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Isto quer dizer que da mesma forma que já é crime – e concordamos com isso – reprovar alguém naquilo em que esse alguém naturalmente é (negro, índio, judeu etc), também passa a ser crime reprovar alguém por aquilo que ele decidiu ser, mesmo sabendo previamente que a Bíblia proíbe.

“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema
de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena – reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos.

Isto quer dizer que se algum pastor se declarar homossexual e o presbitério quiser discipliná-lo ou afastá-lo por isso, então o presidente do presbitério poderá pegar de 3 a 5 anos de cadeia.

“Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:
Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Isto quer dizer que se um casal homossexual entrar na igreja e ficar trocando cafuné e se beijando, e um diácono adverti-los, esse diácono pode pegar de 2 a 5 anos de cadeia.

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia,
religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:

§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”

Isso significa que se um pregador falar contra o homossexualismo, mesmo do púlpito de uma igreja cristã, ele pode pegar de 1 a 3 anos de cadeia.

Todos sabemos que, biblicamente, homossexualismo não é doença, é pecado ou consequência espiritual do mesmo.

MAS SERÁ QUE A IGREJA TEM SABIDO LIDAR COM ESSA QUESTÃO DE FORMA SAUDÁVEL, A PARTIR DA PERSPECTIVA DO QUE DEUS REVELOU EM SUA PALAVRA?



1. O que o mundo hoje está dizendo sobre o homossexualismo?


1.1. Relativismo moral

O que é certo para você pode não ser para mim e vice-versa. Não existe uma verdade absoluta, nem mesmo na Bíblia: o que valeu para os seus autores no passado não serve mais para nós hoje:

“Só porque está escrito na Bíblia não quer dizer que tem que ser assim hoje em dia” (vídeo).


1.2. Inclusivismo

Para muitos, inclusivismo significa que dizer que um determinado comportamento é errado é excluir quem o pratica.

“Não devemos nunca ser exclusivos, a Palavra de Deus é sempre inclusiva. Jesus sempre acolheu os excluídos” (vídeo).


1.3. Todas as formas de amor são válidas

“Desde que haja reciprocidade, tudo é valido” - afirmam.



2. O que a Bíblia diz claramente sobre o homossexualismo?


2.1. A condenação da Lei

Levítico 18.22 “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”.

Levítico 20.13 “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”.


2.2. O caso de Sodoma

A palavra “sodomia” ganhou, ainda na antiguidade, a conotação de sexo entre homens (Dt 23.18; 1 Co 6.9; 1 Tm 1.10), em alusão ao que era praticado na cidade de Sodoma (Gn 19).

É sabido pela história que toda forma de perversidade sexual era praticada naquela cidade, mas a Bíblia não é tão específica, atribuindo a sua destruição pelo Senhor apenas ao Seu juízo pelo pecado de um modo geral, que se agravava mais e mais.

Gênesis 13.12-13 “Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma. 13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o SENHOR”.

Gênesis 18.20-21 “Disse mais o SENHOR: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. 21 Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei”.

Gênesis 19.4-5 “Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; 5 e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles”.

Os gays autodenominados cristãos querem dizer que o pecado cometido pelos cidadãos de Sodoma naquela ocasião não foi a intenção de abusar sexualmente dos anjos, mas sim a falta de hospitalidade.

Fica evidente que essa suposição não se sustenta quando Ló oferece suas filhas virgens aos sodomitas para que eles abusem delas.


2.3. A perspectiva da Nova Aliança (tempo da graça) sobre o homossexualismo

Romanos 1:22-27 “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos 23 e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. 24 Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. 26 Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. 27 Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão”.

1 Timóteo 1:8-10 “Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada. 9 Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, 10 para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os seqüestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina”.


2.4. Inclusivismo de pessoas, mas não de comportamentos

É verdade que o evangelho é inclusivo em relação às pessoas, independente de quem são ou do que fizeram no passado.

Romanos 2.11 “Porque para com Deus não há acepção de pessoas”.

Mas o evangelho não é inclusivo em relação a comportamentos ou quanto ao que é certo ou errado. O próprio Jesus reivindicou exclusividade quanto à Verdade:

João 14.6 “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”.

Em Cristo Deus provou o seu amor e aceitação para com os marginalizados pela sociedade, mas nunca aprovou sua conduta (p.ex.: mulher adúltera – “vá e não peques mais”).

AO CONTRÁRIO DO QUE MUITOS CRISTÃOS JÁ DISSERAM, CREMOS PELA BÍBLIA QUE DEUS AMA O HOMOSSEXUAL, EMBORA ODEIE O HOMOSSEXUALISMO.



2.5. Nem todas as formas do que se chama de amor são válidas

A Bíblia nos ensina que, desde que somos pecadores, não somos mais naturalmente capazes de conhecer o verdadeiro amor. Basta lermos 1 Coríntios 13 para percebermos que não somos capazes de exercitar o verdadeiro amor, senão mediante a capacitação do Espírito Santo.

A mesma lógica que os homossexuais usam para defender que o que ocorre numa relação homossexual é amor pode ser usada pelo pedófilo, desde que haja reciprocidade por parte do menor.


3. Quais os atuais desafios dos cristãos diante dos homossexuais?

BASICAMENTE, O MESMO DESAFIO DO CRISTÃO DIANTE DE QUALQUER PECADOR COM QUALQUER TIPO DE PECADO.

3.1. Aprender a amá-los como Jesus os ama

João 6.37 “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.


3.2. Estar preparada para acolher aqueles que querem se reconciliar com Deus

Romanos 14.1 “Acolhei ao que é débil na fé...”


3.3. Não negociar a Verdade absoluta de Deus revelada em Sua Palavra

Mateus 5:18 “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra”.

Lucas 16:17 “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei”.


3.4. Em hipótese alguma discriminar alguém por apresentar comportamento homossexual

Tiago 2.9 “...se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores”.


3.5. Encorajar aqueles que enfrentam tentação nessa área

Coríntios 10:13 “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.”

1 Coríntios 6:9-10 “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos 10 nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. 11 Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus”.

1 de julho de 2010

18 de junho de 2010

Para pensar...

VIVA A LIBERDADE RELIGIOSA!

Uma das coisas que mais aprecio em nossa constituição é a Liberdade Religiosa.
Segundo o Blog do Garotinho, a Caravana Palavra de Paz foi impedida de realizar seu culto na Cidade de Deus. Segundo o Blog, "o evento, que teria a presença de cantores como Kleber Lucas, Beatriz, Bruna Carla, Comunidade de Nilópolis, William Nascimento, entre outros, simplesmente foi proibido por um policial militar da UPP, que disse: ”Recebi ordens superiores para não deixar o evento acontecer”.
Até no Império, onde havia uma religião oficial, os evangélicos realizavam cultos ao ar livre.
Mas não me admira isso, pois a postura do Governo do Estado, que desconhece a democracia e não defende ideais cristãos, tem sido assim.
Nós, cristãos, recebemos ordens superiores para pregar a palavra: "Todo poder é me dado no céu e na Terra, portanto ide", foi o que disse Jesus em Mateus 28.18-19.
Viva a Liberdade Religiosa! Abaixo quem não cumpre!

Texto produzido por Igor Bonan, um cara que é vice-presidente da Juventude Batista Brasileira, 1º secretário da Juventude Batista do Estado do RJ

27 de maio de 2010

Para pensar...


O CRISTÃO E A BEBIDA ALCOÓLICA


Introdução

Quando conversamos com algumas pessoas na igreja sobre a questão do consumo de bebida alcoólica, invariavelmente percebemos certas incertezas e desequilíbrios em relação a esse tema que a Bíblia trata com tanta clareza. Sabemos que essa deficiência é também fruto da falta de uma leitura atenta e submissa à Palavra de Deus.

Se por um lado testemunhamos o mal exemplo de muitos cristãos, vemos também um forte legalismo em outros.

O álcool tem chamado mais a atenção dos especialistas proque é, segundo os médicos, uma droga lícita, consumida aberta e livremente, e que pode ser encontrada em qualquer festa de criança, encontro de família etc., o que provoca um grande incentivo em jovens de todas as faixas etárias.


As pesquisas mostram que:

- Quem adquire o hábito de beber antes dos 15 anos tem 4 vezes mais chance de se tornar dependentes do que pessoas acima de 21 anos.

- O bom funcionamento do metabolismo do adolescente lhe dá maior tolerância a grandes quantidades de álcool no sangue.

- 25% dos jovens bebem exageradamente.


Mas o que a Bíblia nos ensina sobre a bebida alcoólica?



1. A moderação como virtude cristã


Moderação = “temperança”, “sobriedade” ou “comedimento”.

Não se trata de um princípio a ser aplicado apenas à bebida alcoólica, mas a tudo, por exemplo:

À comida – para não se cair em glutonaria.
À vestimenta – para não evidenciar intenções erradas.
Ao consumo – para não se cair no pecado do desperdício.
Ao lazer – para não se viver uma vida onde o prazer seja um ídolo.
Ao trabalho – para não fazer da carreira profissional um deus.


Filipenses 4.5 “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”.

1 Timóteo 1.7 “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”.

Tito 1.7 “Ensine os homens mais velhos a serem moderados, dignos de respeito, sensatos e sadios na fé, no amor e na perseverança”.


Moderação também tem a ver com o fruto do Espírito:

Gálatas 5.22-23 “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”.

O temperante é alguém que não se entrega aos seus próprios impulsos, mas que consegue freá-los, vislumbrando os dois extremos e optando pelo equilíbrio, mediante a capacitação do Espírito Santo.



2. A bebida alcoólica numa perspectiva bíblica positiva


2.1. A naturalidade com que Jesus lidava com o vinho

O primeiro milagre realizado por Jesus foi o da multiplicação do vinho (João 2.1-11).

Jesus demonstrou naturalidade com o consumo dessa bebida ao usá-la no estabelecimento do sacramento da Santa Ceia (Mc 14.25; Lc 22.18).


2.2. O uso medicinal do vinho

O apóstolo Paulo recomenda que o pastor Timóteo consuma determinada medida de vinho para tratamento de seu estômago:

1 Timóteo 5.23 “Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas freqüentes enfermidades”.


2.3. O vinho como sinônimo de alegria e de prosperidade

Salmos 104.14-15 “É o SENHOR que faz crescer o pasto para o gado, e as plantas que o homem cultiva, para da terra tirar o alimento: 15 o vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que lhe faz brilhar o rosto, e o pão que sustenta o seu vigor”.

Provérbios 3.9-10 “Honre o SENHOR com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; 10 os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho”.

A teoria que alguns defendem de que o vinho naquele tempo não continha álcool é insustentável até mesmo diante de textos escriturísticos, que atribuem a causa da embriaguez ao consumo excessivo de vinho (p.ex. Noé em Gn 9.21).

Sabemos também que o que distingue o vinho do suco de uva é o processo de fermentação alcoólica. Considera-se, contudo, que o vinho naquele tempo tinha teor alcoólico inferior em até 80% aos que encontramos hoje no mercado, devido às evoluções tecnológicas do processo de fermentação, permitindo que as pessoas consumissem maior quantidade sem se embriagar.



3. Problemas apontados pelas Escrituras relativos à bebida alcoólica


3.1. Restrições ao consumo de bebida alcoólica pelos líderes espirituais

O consumo de vinho e de bebida forte foi vedado aos levitas antes de servirem no templo...

Levítico 10.8-9 “Depois o SENHOR disse a Arão: Você e seus filhos não devem beber vinho nem outra bebida fermentada antes de entrar na Tenda do Encontro, senão vocês morrerão. É um decreto perpétuo para as suas gerações”.

E aos nazireus...

Números 6.1-4 “O SENHOR disse ainda a Moisés: 2 Diga o seguinte aos israelitas: Se um homem ou uma mulher fizer um voto especial, um voto de separação para o SENHOR como nazireu, 3 terá que se abster de vinho e de outras bebidas fermentadas e não poderá beber vinagre feito de vinho ou de outra bebida fermentada. Não poderá beber suco de uva nem comer uvas nem passas. 4 Enquanto for nazireu, não poderá comer nada que venha da videira, nem mesmo as sementes ou as cascas".

Em ambos os casos se tratava de funções de referência espiritual para o povo, que são julgadas por critérios diferentes:

Tiago 3.1 “Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor”.

Por isso Paulo recomenda que os presbíteros (= pastores no N.T.) e os diáconos não devem ser dados ao vinho (1 Tm 3.3,8).

Isaías profetizou contra sacerdotes e profetas que cambaleavam, erravam na visão e tropeçavam no juízo por causa da bebida forte (28.7).

Isaías 28.7-8 “E estes também cambaleiam pelo efeito do vinho, e não param em pé por causa da bebida fermentada. Os sacerdotes e os profetas cambaleiam por causa da bebida fermentada e estão desorientados devido ao vinho; eles não conseguem parar em pé por causa da bebida fermentada, confundem-se quando têm visões, tropeçam quando devem dar um veredicto. 8 Todas as mesas estão cobertas de vômito e não há um só lugar limpo”.


3.2. A embriaguez como causadora de pobreza

Provérbios 21.17 “Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico”.


3.3. Prejuízos causados pela embriaguez ao bem estar psíquico e físico

Provérbios 23.29-30 “Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada”.


3.4 Prejuízos causados pela embriaguez ao discernimento espiritual

Oséias 4.10-11 “Eles comerão, mas não terão o suficiente; eles se prostituirão, mas não aumentarão a prole, porque abandonaram o SENHOR para se entregarem 11 à prostituição, ao vinho velho e ao novo, prejudicando o discernimento do meu povo".


3.5 Prejuízos causados pela embriaguez ao bem estar social

Provérbios 20.1 “O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles”.


3.6. A bebedeira como abertura para outros pecados

Efésios 5.18 “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito...”


3.7. A bebedeira como evidência de despreparo para o dia do juízo final

Lucas 21.34 “Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente”.

Gálatas 5.19-21 “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem, idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já vos adverti: aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus”.

ASSIM, FICA EVIDENTE QUE AS ESCRITURAS CONDENAM
EXPLICITAMENTE A EMBRIAGUEZ.




4. E quando há o consumo, mas não há embriaguez?


4.1. O fator cultural: a relação do brasileiro com a bebida alcoólica

Sabemos que o pecado escraviza as pessoas, transformando coisas lícitas em grilhões. Isto pode ser observado claramente em relação ao álcool, que tem feito de milhares de brasileiros seus súditos.

As propagandas de cerveja nos mostram como o consumo de álcool tem sido uma porta de entrada para um mundo de satisfação de toda sorte de desejos pecaminosos, através da sensação de “liberdade” causada pelo entorpecimento alcoólico.

Toda essa cultura maligna que o brasileiro criou em torno do álcool (os europeus, p.ex., não o vêem com o mesmo apelo) gerou na igreja brasileira repulsa pelo seu consumo, seja ele moderado ou não.

Como não somos ensinados a viver condicionados por percepções culturais preconceituosas e às vezes até irracionais, mas só pelas Escrituras, uma questão se faz relevante: onde elas ensinam que esse fator cultural deve ser levado em conta?


4.2. A nossa responsabilidade diante dos fracos

Sempre que os escandalizamos os nossos irmãos mais fracos na fé incorremos em erro diante de Deus, ou mesmo quando aparentamos o mal.

1 Coríntios 8.8-13 “A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos. 9 Contudo, tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. 10 Pois, se alguém que tem a consciência fraca vir você que tem este conhecimento comer num templo de ídolos, não será induzido a comer do que foi sacrificado a ídolos? 11 Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem. 12 Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo. 13 Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar”.


4.3. A nossa dissociação do ébrio

1 Coríntios 5.11 “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for (...) beberrão (...); com esse tal, nem ainda comais”.

Jesus sentava em rodas de ímpios, mas orava 24h por dia, o que lhe dava condições espirituais para não ser influenciado. Pelo contrário, onde ele sentava havia conversões.


Conclusões

Com isto, concluímos dizendo que há pelo menos quatro regras básicas apresentadas pela Palavra de Deus em relação ao consumo de bebida alcoólica:

1ª O cristão não deve embriagar-se em hipótese alguma.

2ª O cristão não deve nem mesmo consumir moderadamente se isso for golpear a consciência de alguém, enfraquecendo-lhe a fé.

3ª Aqueles que não aceitam que o cristão beba em hipótese alguma não devem por isso agir preconceituosamente para com os que bebem – o que os levaria a incorrer em pecado ainda mais grave.

4ª O cristão que não sabe discernir o limite entre a sobriedade e a embriaguez, deixando de lado o domínio próprio toda vez que bebe o primeiro copo, e/ou que não se importa com o seu próprio exemplo público enquanto cristão não deve aproximar-se nem mesmo deste. Para esse, bebida alcoólica e pecado são sinônimos.